Sim, eu disse lá em cima que não ia fazer críticas. Eu menti.
Ouvi falar pela primeira vez de "Ribamar" pelo próprio autor, José Castello, em uma entrevista. Fiquei curiosíssima: um romance que dialoga com a "Carta ao pai" de Kafka, com capítulos intercalados com estrofes de uma canção de ninar, confessadamente de fundo autobiográfico, uma verdadeira viagem psicanalítica... Delícia pura.
Mas sabe quando o café não desce bem? Confesso que insisti. No início, até que gostei do tom melancólico e dos insights atingidos, ainda que doloridos. Entretanto, 1/4 do livro já se havia passado e o mais do mesmo já me arranhava a garganta.
Não me entendam mal. Eu gosto de café amargo... Só há um porém: se não há nenhum contraste de sabor, até a amargura se torna insossa.

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