27 de julho de 2014

"Ribamar", um café amargo demais


Sim, eu disse lá em cima que não ia fazer críticas. Eu menti.

Ouvi falar pela primeira vez de "Ribamar" pelo próprio autor, José Castello, em uma entrevista. Fiquei curiosíssima: um romance que dialoga com a "Carta ao pai" de Kafka, com capítulos intercalados com estrofes de uma canção de ninar, confessadamente de fundo autobiográfico, uma verdadeira viagem psicanalítica... Delícia pura.

Mas sabe quando o café não desce bem? Confesso que insisti. No início, até que gostei do tom melancólico e dos insights atingidos, ainda que doloridos. Entretanto, 1/4 do livro já se havia passado e o mais do mesmo já me arranhava a garganta.

Não me entendam mal. Eu gosto de café amargo... Só há um porém: se não há nenhum contraste de sabor, até a amargura se torna insossa.

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